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domingo, 27 de junho de 2010

Conexão Verde Amarela | Johannesburg - 2ª vez - Parte final


2º Dia

Brasil x Costa do Marfim

Nossos amigos nos buscam em casa e nos levam para a deles. Comem e vamos. Tudo bem rápido. Queremos chegar logo ao estádio para curtir com os brasileiros.

(Da esquerda para a direita; Welton, Monique, Dominique e Bernardo)


No caminho conhecemos italianos, portugueses… e de novo advinha quem.

(CQC; Nos seguem sempre… hahahaha)

Depois de muita zuação e tudo mais abrem-se os portões. Andamos em volta do estádio, comemos, perdi para o C. Ronaldo no drible, mas eu tava de calca jeans, tênis, coisas nos bolsos e com muito frio … hahahahahahahaha


(Ok! Ele é bom… hahaha)


Entramos no estádio. (Vou explicar… há uma área fechada em torno do estádio. Portanto você primeiro entra nessa área depois entra no estádio, imaginem um maracanã com umas cercas do lado, um espaço reservado)

Fomos logo para os nossos lugares, meu pai para o outro lado do estádio porque o lugar é marcado. Bandeira do Botafogo faz sucesso, geral tirando foto, alguns zuando e tudo uma maravilha. Até que de repente eu encontro este ser:

(Fabinho; Nada a declarar, sensacional… hahahaha)


Começa o jogo. Não preciso falar muito, mas foi muito bom e que vontade de dar uma voadora naquele ¡£¢∞§¶•ªåƒß! que encenou com o Kaká.

Acaba o jogo e vamos embora, tranquilos porque temos carona para casa. Amanha é dia de acordar cedo, então decidimos não parar para comemorar. Dia de viajar para Durban, ultima cidade antes de ir embora da Copa. Vamos ver qual vai ser. A única coisa que já sabemos é que não é tão frio quanto Jo’burg.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

conexão Verde Amarela | Johannesburg - 3rd day

3º Dia:

Finalmente dia 15. Decidimos ir bem cedo ao jogo para conhecer uns brasileiros, beber algo e nos divertir, precisamos disso. Porém chegamos e está vazio e o que há em torno ao estádio é perigoso (acredite se quiser). De repente aparece um brasileiro com uma expressão de preocupação, meio desesperado: “vocês são brasileiros?” – Pergunta ele; “Sim” – Respondemos; “Graças a Deus. Estava sozinho há um tempo e esse lugar aqui é tenso, posso ficar com vocês” – Pergunta ele novamente; “Claro” – Respondemos.

Estamos do lado de fora e tudo fechado, eu, meu pai e Iuri Barros, que trabalha com sistema do Mc Donald’s.

O que fazer agora?… Trabalho para ____? O Impostor! Hahahaha… conseguimos entrar na área do Ellis Park em um horário reservado somente para a imprensa.

Interagimos com todos que pasavam, batemos fotos e nessa hora fomos entrevistados pela UOL. Fazia um frio de 6ºC e a sensação já era baixa quando batia o vento. Tenso. Procuramos logo um lugar para nos proteger do frio. Eis que ficamos protegidos pelo muro ao lado da entrada. Passam SporTV, ESPN… e todos com sacos do Mc Donald’s.

Começa a bater uma fome e o lugar já está chato porque nada acontece. Decidimos ir para fora procurar algo para comer, já que o estádio está fechado e tudo ao redor também. Conhecemos mais uns paulistas e nosso “bonde” está cada vez maior, viva o Brasil. Achamos um posto e o KFC. Vamos?

Na hora em que vamos entrar ao rei dos frangos vimos há uns 100m o Mc Donald’s. Vamos! Hahahaha… chegamos no fast-food e foi uma loucura. Todos os funcionários cantaram, festejaram, super divertido. Então decidimos participar e eles com as nossas bandeiras. Começa o clima brasileiro na Copa da África.

Depois de toda a algazarra inicial pedimos nossos deliciosos lanches (Deus salve as multinacionais – ajudando os estrangeiros a sobreviver) e subimos para o 2º andar. De repente lá se torna o point dos torcedores canarinhos. Conhecemos gaúchos, mineiros, paulistas…

Ficamos até o fim do jogo Portugal x Costa do Marfim. Nesse meio tempo o local tava bem frequentado.…

(sósia do Caio - Botafogo) "Eu sou cruzeirense, não esqueça de falar isso… hahahaha"




(Paulo Bonfá) "Po… com a bandeira do Botafogo!? Tá vamos lá"

Depois de toda a fanfarrice fomos ao jogo. Cantando todas as musicas que a torcida verde e amarela canta (Não são muitas…). Claro que cantamos muito mais as de nossos times; Botafogo, Grêmio… Nessa hora o Iuri já tinha ido para o seu lugar no estádio e ficamos somente eu, meu pai e os gaúchos.

Começamos a beber e o lugar estava uma loucura, muito bom! Finalmente, muito obrigado e agora sim eu estou na Copa do Mundo. Acaba a luz. What? Hahahaha “Ta de sacanagem?” e volta a luz. E fica nesse vai e vem até a hora do jogo começar. Depois de toda a curtição nos despedimos dos gaúchos e vamos para os nossos lugares, Copa tem lugar marcado, neh… outra parada hahahaha…

Fantasias das mais engraçadas, ficamos há uns 15m de um cara com uma MEGA taça que certamente apareceu em alguma TV pq toda hora tinha uma câmera filmando-o.

Vai começar o jogo, mas antes resolvo ir ao banheiro e…

(Rafael Cortez do CQC) "Ainda não consigo dormir, cara. Tá Fø∂@"

Depois de trocar uma breve ideia com o Rafael Cortez do CQC vou ao banheiro e volto. Começa o jogo e acaba a bateria da câmera. Hahahahahaha… não tem jeito, neh… hahahahha

Um frio de doer a alma e um jogo de dar saudade de casa. Tentamos nos aquecer de qualquer maneira, até a banderia do Fogão vira agasalho hahaha… Para piorar as coisas gol da Coréia do Norte. Putz Brasil. Depois de um jogo que nem Galvão Bueno deve ter conseguido colocar emoção a solução é ir para casa. Não tem nem como pensar em “comemorar”.

Essa droga de lugar NÃO TEM TRANSPORTE. Como a gente vai embora? Andamos de um lado para o outro em busca de um Cap (aquele maldito taxi caro pra cacete hahaha) e nada. Ai então que conhecemos Rafael Diveiro, jornalista do Diário Popular, do sul. Sozinho, desesperado e muito p da vida pelo mesmo motivo que a gente – não ter transporte.

Nós três procuramos por ajuda e pedimos aos policiais para nos ajudarem. Eles andam de um lado para o outro, vão ao posto, vão ao Mc, vão quase aos portões do estádio e nada. De repente dão as costas e vão embora, ou seja, “se virem, brazucas”. “O que?… ah ta de sacanagem, neh?”. Quando íamos perder a cabeça caímos na real e fomos por nossa conta para o Mc.

Em pé e sem saber o que fazer olhamos perdidos em volta em busca de uma solução. Do nada aparece um homem e nos diz que é taxista. Nos olhamos assustados. Ele nos mostra todos os documentos possíveis (hahaha… agora é engraçado, mas na hora…). Não tinha jeito, a solução era aceitar e ir.

Rafael estava hospedado muito mais perto do estádio do que eu e meu pai. Logicamente colocamos o rapaz no mesmo taxi que a gente, afinal não tinha cabimento deixá-lo lá sozinho.

O motorista não sabia chegar ao hotel do jornalista. Comecei a ver em suas expressões e sua respiração acelerada uma certa raiva, impaciência, já não era mais medo, mas havia ali um enorme receio do que estava para acontecer. Rafael impaciente respondia ao motorista de forma seca e curta. Repetia diversas vezes o local onde iria.

Chegamos então e o jovem não tem trocado (os “malandros” daqui sempre dizem que não tem troco). Para evitar qualquer problema arrumei logo uma solução e achei o valor que ele deveria pagar. Troquei o dinheiro e ele foi embora, mas antes nos deu seu telefone e disse para ligarmos caso algo acontecesse (brasileiros se ajudam muito nessas situações, podemos perceber isso sempre).

Partimos para Midran, local onde estamos hospedados. Claro, o motorista não sabe chegar e não sabe logicamente onde fica o hotel Mercury. Putz … “nada a declarar”. Após nos perdermos, irmos para bem longe e quase ir parar sei lá, na savana africana hahahahaha (ri agora, ri agora…) finalmente achamos o hotel. Eu dei um berro “Ali. Achei… here, here… look!”. O motorista logo fez o retorno e finalmente chegamos. Pagamos e fomos dormir.

A conclusão que se pode ter do lugar é a seguinte: eles de fato estão se esforçando MUITO para tentar atender as nossas necessidades, para sediarem bem a Copa, para tudo dar certo. Mas o pais não está preparado, a população não está pronta e o Mundial aqui foi muito forçado. A FIFA teve uma atitude legal, mas não era para agora.

Coisas que não dão para entender é: Se aqui pode ter jogo, por que o Morumbi não está pronto? E o Maracanã? Espero que essas exigências sejam de fato por causa das enormes falhas que vivemos aqui. Brasil, a pressão para você fazer uma boa Copa é enorme, atenção.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

conexão Verde Amarela | Johannesburg - 2nd day

2ºdia:

Queremos ir para a praça Nelson Mandela. O infeliz do taxista leva a gente para o lugar errado. Museu da África; “Ok! Legal… ‘fechado’… O que fazer agora?”

Telão: Holanda x Dinamarca

Rapidinho, vocês acreditam que isso é feito com engradados?



Péssimo jogo, péssimo o lugar e… NÃO HÁ TRANSPORTE nessa cidade. Como assim? Táxi SUPER caro. Transporte público? Nem os moradores recomendam. Segurança zero.

Pegamos o taxi novamente e vamos para o Fifa Fun Fest, em Sandton. Agora relaxa, estamos indo para a boa, local para 40 mil pessoas e blá blá blá.

O motorista se perdeu, pegou o caminho errado e deu uma bela volta. O taxi em Jo’burg tem preço definido, menos pior. Finalmente chegamos.

Vazio. Como?… No máximo mil pessoas. Putz, tá difícil. Mas vamos conhecer. Encontramos uns brasileiros, falamos com uns cariocas, bati uma altinha com uns africanos.

Telão: Japão x Camarões

Jogo morno resolvi sair para tirar umas fotos e gravar uns momentos. Faço muito bem, porque conheço um camaronês.

Um Americano, com a camisa da Holanda.

E uns mexicanos mucho locos hahahaha nice!

After all vamos embora, antes do jogo acabar. Está escurecendo e não é tão seguro, acreditam? Pedimos a uns policiais para chamarem um taxi para a gente. Um amigo deles, que também é policial, com farda e tudo mais, nos leva. Diferente, não?!

Pagamos o transporte e vamos ao hotel. Horrorizados e eu muito decepcionado. Não sinto NADA de clima de Copa do Mundo ainda. Entramos na internet e finalmente falamos com nossa família. Mais tempo com a Sarah porque chegou antes em casa. Faz bem, depois de todos os perrengues… (puff) … do nada acaba a conexão. Internet limitada a transferência de dados. Putz… o jeito é dormir.

conexão Verde Amarela | Johannesburg - 1st day

Galera,

Me desculpem a demora, mas não está nada fácil acessar a internet aqui =S

"In elkgeval ek is in Afrika" - After all I'm in Africa


1º dia:

Chegamos no Aeroporto e já fomos logo pegar a mala. A pressa é grande para retirar os ingressos dos jogos do Brasil, "finalmente Copa do Mundo". Chegando à fila conhecemos uns brasileiros de todo o tipo, mineiro, paulista… A fila não anda - há um problema com uma pessoa. Junto-me ao paulista e vou para outra fila, fazer uma das coisas que brasileiro faz de melhor - ocupar fila.

Durante todo tempo somente a que estou anda e a do meu pai permanece parada devido ao problema com o sujeito. Ao nos aproximarmos do início tudo se resolve na fila ao lado e a mulher do paulista chega ao guichê.

Volto a fila do meu pai e espero. Enquanto ele conversa com o mineiro, olho para trás e há um pequeno menino com o casaco do Brasil, mas sem a menor cara de brasileiro. Pergunto se ele era brasileiro, ele diz que não e começamos a conversar.

A mãe do garoto se diverte e de repente ele puxa a irmã e diz “Ela quer ir para o Brasil com você” hahahaha Penso logo: “Oba! Me dei bem logo de cara”. Conversamos e no final das contas a família resolve nos levar para o hotel. Nice! 1º dia tudo perfeitamente Copa do Mundo.

Chegamos ao hotel e deixamos as malas. Vamos a um Irish Pub. Conhecemos outros sul africanos, uns 7 ou 8. Nos pagam 4 cervejas e de quebra ainda ganhamos uma vuvuzela. Não sei até que ponto isso é ganhar hahahahaha



"As rotas mudaram muito e a violência aumentou, mas a África é um bom lugar. A Copa do Mundo será boa para a sociedade" - Alpha, garçom do Irish Pub (O fanfa do meio … hahaha)

Vamos embora para o hotel e começa o que não devia.

Internet com limite de transferência de dados, meu Mac quase morre devido a uma queda. Fuso horário está uma loucura, difícil dormir bem.

domingo, 13 de junho de 2010

Conexão Verde Amarela | Assento 33 J

Quando eu vi, no Brasil, que passaríamos por Dubai antes de ir para a África, adorei fazer a brincadeira de que houve um acidente no caminho e tínhamos de dar a volta. Mas o que eu não sabia é que sei que tem de ter muita disposição para esse percurso.

Estava, de fato, muito mais barato passar por Dubai antes de ir para a Copa. Explicação que torna mais razoável essa louca opção. Porém nem adianta falar que é mesquinharia de brasileiro, afinal uma Copa inteira estava em meu avião. Ao piloto falar as línguas que estavam sendo faladas naquele voo fiquei surpreso/feliz porque já estava entrando no clima.

Uma boa estratégia de marketing da Emirates, junto com o Emir. Já que todo o mundo estava a caminho de Dubai, que deseja ser o centro do mundo, o que já é geograficamente falando. Claro que conhecer Dubai influenciou na decisão, pois é o que faremos após os jogos do Brasil.

Voltando ao avião; percebo que a todo o tempo a reação das pessoas é bem diferente de um voo Rio-SP. Neste as pessoas têm medo de um acidente, rezão para decolar/pousar em segurança. Já nos voos que vivi até aqui a maior preocupação é com o conforto. Porém há outra que se equilibra a anterior, a de conseguir dormir. Para esse sofrimento acabar logo.

É um fato explícito na reação de todos, que abdicam até de suas refeições para não perderem seus sonos. Confesso que eu perco o sono, como muito. hahaha … mas nesse momento após já ter visto Alice, Simpsons, family Guy, ouço Owl City. Como faz bem ouvir uma música/banda a qual gosta muito. Reanima e o sorriso vem.

Outra observação interessante é a do lugar. Não sei ainda qual é o melhor, janela ou corredor. Um você não é incomodado por ninguém, porém fica "preso"e é muito difícil de sair. Já no corredor há a liberdade de caminhar, enfim, de fazer o que quiser, mas e o tão sonhado sono? Pois é… o problema é que quem senta no corredor também quer dormir, mas tem que acordar toda hora para os outros passarem.

Estava eu sentado na janela, doido para levantar, andar, relaxar, mas meu pai pediu para se ele conseguisse dormir para que eu não o acordasse nem pela comida. O jeito foi relaxar.

Umas dicas de música:
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This Ain't a Love Song (Scouting for Girls)


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Fireflies (Owl City)


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BBC Children in Need Medley (Peter Ray's Animaked All-star Band)


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Killing in the Name (Rage Against the Machine)